Reviravolta construída com eficácia no segundo tempo
Num encontro entre duas equipas que procuravam entrar com o pé direito na jornada, Liverpinos e Antwherpes protagonizaram um jogo intenso, equilibrado e cheio de momentos de emoção. Depois de uma primeira parte mais controlada pela equipa de branco e laranja, o segundo tempo trouxe uma resposta forte do Antwherpes, que conseguiu virar o marcador através de uma exibição mais eficaz nos momentos decisivos da partida.
O duelo entre Liverpinos e Antwherpes começou com uma entrada mais forte da equipa de camisola branca e lista laranja, que assumiu desde cedo maior iniciativa ofensiva e procurou instalar-se no meio-campo adversário através de posse de bola e pressão alta. Uma das primeiras oportunidades perigosas surgiu quando Diogo Durão encontrou José Nascimento em boa posição. O camisola 99 tentou finalizar já em esforço perante o guarda-redes Paulo Ferreira (estrangeiro) , mas não conseguiu colocar a bola no fundo das redes. O Antwherpes respondeu através de uma bola parada. Num livre direto marcado pelo camisola 9, António Clemente , o guarda-redes adversário, Tiago Franco (estrangeiro) , foi obrigado a uma defesa de reflexos rápidos e acrobáticos nas alturas, desviando a bola por cima da baliza e cedendo canto à equipa adversária. Pouco depois, o Antwherpes voltou a ameaçar numa excelente combinação pelo corredor esquerdo entre Francisco Cannas e Miguel Crua . Este última, com a camisola 8, recebeu, cortou para dentro ultrapassando um defesa e rematou forte, obrigando novamente o guarda-redes a mostrar segurança entre os postes. Apesar da intensidade competitiva, o restante primeiro tempo acabou por ter menos oportunidades claras, ainda que ambas as equipas demonstrassem organização e confiança defensiva. Os dois guarda-redes iam transmitindo enorme estabilidade às respetivas formações. Já no último minuto antes do intervalo, os Liverpinos conquistaram uma grande penalidade. Guilherme Catarino assumiu a responsabilidade e, com enorme calma, bateu para a direita, enganando o guarda-redes e colocando a sua equipa em vantagem mesmo em cima do descanso.
A segunda parte começou novamente com os Liverpinos por cima da partida. Logo numa das primeiras jogadas ofensivas, após uma amortização de peito, Diogo Durão serviu João Caldas , que rematou apenas centímetros ao lado do poste da baliza adversária. Pouco depois, voltou a ser Diogo Durão a criar enorme perigo. O jogador dominou no corredor esquerdo, puxou para dentro e disparou com potência, vendo a bola embater violentamente no ferro superior da baliza, num lance que deixou o Antwherpes em alerta. Apesar do forte arranque da equipa dos Liverpinos, foi o Antwherpes quem conseguiu chegar ao empate. Numa excelente jogada coletiva, Afonso Jesus apareceu pelo flanco esquerdo e cruzou rasteiro para Lourenço Silva “Miki” , camisola 88, que surgiu no momento certo para finalizar e restabelecer a igualdade. O golo deu confiança à equipa do Antwherpes, que começou a crescer no encontro. António Clemente apareceu então em destaque com um potente remate de fora da área, obrigando o guarda-redes adversário a uma defesa apertada para canto. Pouco depois, a equipa do Antwherpes beneficiou também de uma grande penalidade. António Clemente assumiu a marcação e mostrou enorme frieza, colocando a bola no lado oposto ao mergulho do guarda-redes para consumar a reviravolta. O camisola 9 continuava extremamente ativo ofensivamente e ainda voltou a ameaçar através de um livre direto bem executado. Desta vez, porém, o guarda-redes dos Liverpinos respondeu com segurança e evitou que a vantagem aumentasse. Até ao apito final, os Liverpinos ainda tentaram reagir, mas encontraram um Antwherpes mais confiante após a reviravolta e defensivamente mais sólido nos momentos decisivos.
Num encontro equilibrado, intenso e bem disputado, a eficácia do Antwherpes na segunda parte acabou por fazer a diferença, garantindo uma vitória importante depois de recuperar de uma situação de desvantagem.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars
