Real Betos e Tribato assinam noite de fogo: golos, magia e reviravoltas até ao último suspiro!
Real Betos e Tribato defrontaram-se num encontro marcado por intensidade desde o primeiro minuto, com alternância no marcador, grandes momentos técnicos e várias figuras em destaque. O espetáculo foi constante, com ambas as equipas a procurarem impor o seu estilo e a recusarem-se a sair do jogo, num duelo que acabou por ser decidido apenas nos instantes finais.
O jogo mal tinha começado quando o Real Betos abriu o marcador. Pela direita, Marcelo Alexandre levantou a cabeça e colocou um cruzamento atrasado milimétrico para António Baptista , que apareceu no sítio certo para bater o guardião adversário com força, mas também com enorme classe, inaugurando o marcador. A resposta do Tribato não tardou e surgiu através de um livre batido por Martim Robalo , que optou por um remate rasteiro e traiçoeiro, obrigando o guarda-redes Ricardo Mocho a uma defesa apertada junto ao chão. O Tribato crescia no jogo e acabaria por chegar ao empate ainda no primeiro tempo. Rodrigo Andrade protagonizou uma arrancada impressionante, driblando vários adversário. Ainda que, no final da belíssima jogada individual, o jogador já estivesse em desequilíbrio, conseguiu finalizar com força para o fundo das redes. Apesar de não ter sido um remate perfeito, a jogada individual fez jus ao golo e colocou o empate no marcador. Até ao intervalo, os guarda-redes de ambas as equipas também brilharam. Ricardo Mocho dos Real Betos e Nuno Coutinho (estrangeiro) dos Tribato seguraram o resultado num empate que já prometia mais espetáculo para a segunda parte.
No regresso do intervalo, o Real Betos entrou com uma atitude mais agressiva e determinado a voltar para a frente do marcador. O jogo manteve-se equilibrado, ainda que com poucas ocasiões claras para ambos os lados durante algum tempo. António Baptista continuava a ser a principal referência ofensiva dos Betos, enquanto Martim Robalo era a lança atacante do Tribato. O segundo golo do Real Betos acabaria por surgir após mais um livre, desta vez pelos pés de António Baptista. O remate foi desviado por Nuno Coutinho (estrangeiro), mas a recarga apareceu nos pés de Rodrigo Andrade, que disparou com potência para o fundo das redes, devolvendo a vantagem à equipa de branco e verde. A resposta do Tribato foi digna de jogador de equipa grande: Martim Robalo, também de livre, contornou a barreira com mestria e fez o empate com um remate impossível para o guarda-redes. Mas o jogo ainda guardava o momento da noite. Numa jogada de grande qualidade coletiva, Afonso Ferraz recebeu na ala esquerda e, com um remate potente em trivela de levantar o estádio, colocou a bola no ângulo superior à direita do guardião adversário, consumando a reviravolta para o Tribato. O ritmo não abrandou e ainda houve tempo para mais sustos: Martim Robalo, após recuperar a bola, arrancou sozinho pelo flanco esquerdo e tentou novamente um golo de belo efeito, falhando por centímetros. Já no último suspiro do encontro, Tomás Picoto (estrangeiro) apareceu ao segundo poste e, com um remate rasteiro e colocado no canto inferior direito, selou o resultado final num 3-3 de constante intensidade.
No apito final, o empate a três golos espelha na perfeição aquilo que foi a partida: um jogo de loucos, cheio de reviravoltas, talento individual e resposta constante de ambas as equipas. O Real Betos e o Tribato nunca se esconderam do risco, alternando momentos de domínio e acabando por dividir pontos num duelo onde ninguém conseguiu impor a última palavra. Fica a sensação de espetáculo completo e a confirmação de que, quando estas duas equipas se encontram, o desfecho raramente é simples — e quase nunca previsível.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars
