Superioridade cinzenta vale triunfo sólido
AC Milan B e Le Royal encontraram-se num duelo onde a intensidade inicial e a qualidade ofensiva da equipa de cinzento acabaram por fazer a diferença. Apesar da boa resposta do AC Milan B em vários momentos da partida, o Le Royal mostrou-se mais consistente, dominando largos períodos do encontro e justificando a vitória.
O jogo começou praticamente com o Le Royal a descobrir o caminho para o golo. Numa jogada construída pelo corredor exterior, surgiu um cruzamento interior que encontrou António Vasconcelos em rutura dentro da área. O atacante não desperdiçou e colocou a bola no fundo das redes, abrindo cedo o marcador. O golo deu ainda mais confiança à equipa de cinzento, que continuou a carregar ofensivamente. Pouco depois, o camisola 10 Manuel Almeida esteve perto de aumentar a vantagem. Em velocidade e através de uma sequência de dribles, aproximou-se da área adversária e disparou forte, vendo a bola passar apenas centímetros acima da barra. A pressão ofensiva do Le Royal era clara e obrigava o AC Milan B a refugiar-se muitas vezes na sua linha defensiva e no seu guarda-redes. Pedro Janeiro começava então a assumir enorme protagonismo, aparecendo com reflexos rápidos perante mais uma boa combinação ofensiva da equipa adversária, impedindo o segundo golo. Apesar das dificuldades, o AC Milan B conseguiu responder e chegou mesmo ao empate. Francisco Furtado , camisola 47, arriscou um remate potente do meio da rua que embateu com estrondo no poste. Na sequência do ressalto, Luís Faria apareceu no sítio certo para empurrar a bola para dentro da baliza e restabelecer a igualdade. Mesmo com o empate, o Le Royal continuava a mostrar argumentos muito interessantes, especialmente através de Bernardo Costa Macedo . O defesa assumia-se como o grande motor da construção ofensiva da equipa, conduzindo a bola de trás para a frente com qualidade, dribles curtos e passes muito bem medidos que permitiam à equipa circular com enorme fluidez.
Na segunda parte, o Le Royal voltou a entrar mais perigoso. Sebastião Vasconcelos (estrangeiro) obrigou o guarda-redes adversário Pedro Janeiro a mostrar novamente atenção máxima com um remate de longa distância que testou os seus reflexos. Minutos depois, surgiu o golo que acabaria por decidir a partida. Numa boa combinação entre António Pignatelli e Sebastião Vasconcelos (estrangeiro), este último ganhou velocidade até à linha de fundo e tentou cruzar rasteiro. A bola acabou por embater no guarda-redes e trair o próprio guardião antes de entrar na baliza, devolvendo a vantagem ao Le Royal. A dupla Sebastião Vasconcelos (estrangeiro) e António Pignatelli continuava a criar problemas constantes à defesa adversária. Pouco depois, Sebastião (estrangeiro) cruzou com precisão para a cabeça de Pignatelli, que esteve perto do golo, vendo a bola passar muito perto da barra. A meio do segundo tempo, o AC Milan B ainda tentou reagir e voltou a testar o guarda-redes adversário Vasco Caldeira (estrangeiro) , que respondeu sempre com segurança, beneficiando também da sólida organização defensiva da sua equipa. Do outro lado, Sebastião Vasconcelos (estrangeiro) e António Pignatelli continuavam ligados ofensivamente. Num lance pelo corredor esquerdo, o camisola 19 deixou de calcanhar para o camisola 17, que voltou a testar Pedro Janeiro, obrigando-o a nova defesa para canto. Com o avançar da partida, o ritmo foi diminuindo e ambas as equipas passaram a privilegiar mais a posse de bola e o controlo emocional do encontro, evitando correr riscos desnecessários. Ainda assim, o Le Royal voltou a ameaçar nos minutos finais. A bola circulou rapidamente do lado direito para o esquerdo até encontrar Sebastião Vasconcelos (estrangeiro), que voltou a testar o guarda-redes. Na sequência da jogada, António Vasconcelos ainda teve uma oportunidade clara no ressalto, mas acabou por colocar força a mais no remate, vendo a bola sair por cima da trave.
No final, o Le Royal confirmou uma vitória justa graças à superioridade demonstrada durante grande parte da partida, especialmente na forma como conseguiu controlar o jogo ofensivamente. Já o AC Milan B mostrou capacidade de resistência e entrega, mas acabou por não conseguir contrariar o maior volume ofensivo da equipa adversária.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars
